Mitos e histórias reais de “American Horror Story”

Mitos e histórias reais de “American Horror Story”

Mitos e histórias reais de “American Horror Story”

Estamos perto do Halloween e, como de praxe, sempre comentamos algo a respeito do assunto no nosso blog. Dessa vez, iremos falar sobre as histórias de terror americanas que aparecem na série American Horror Story.

A série não tem esse nome por acaso. Apesar de ficcional, todas as temporadas foram baseadas em histórias reais do território norte-americano. São murders (assassinatos), asylum stories (histórias de hospício), witch stories (histórias de bruxas) e urban legends (lendas urbanas) que inspiram o seriado que estreou recentemente sua sexta temporada: Roanoke.

A série foi criada por Ryan Murphy (o mesmo criador de Glee) e Brad Falchuk. No elenco, estrelas como Jessica Lange, Kathy Bates e Angela Bassett. A série já foi indicada a muitos prêmios, vencendo o Globo de Ouro e o Emmy em muitas ocasiões nos prêmios de Melhor Série, Melhor Atriz e Melhor Ator.

 

1st season: Murder House (Casa dos Assassinatos)
1st-season

Enquanto a temporada toda gira em torno da história clichê de uma haunted house (casa mal-assombrada), algumas das histórias retratadas são reais. Na série, há o homicídio das nurses (enfermeiras) que aconteceu de verdade. Foi o massacre iniciado por Richard Speck, em 1966. Em apenas uma noite, oito enfermeiras foram torturadas e assassinadas pelo marinheiro.

A personagem Tate (Evan Peters) é uma referência ao shooting (tiroteio) de Columbine, já que ele assassina uma série de adolescentes em sua escola.

 

2nd season: Asylum (Hospício)
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Enquanto tudo acontece em um asylum comandado por uma freira de passado obscuro interpretada pela magnífica Jessica Lange, as histórias de science experiment (experimento científico) e demonic possession(possessão demoníaca) tomam lugar nesta temporada.

Entre as histórias que se misturam entre ficção e realidade, há a personagem de Franka Potente que diz ser Anne Frank, a survivor (sobrevivente) do Holocausto cujo diary (diário) é bestseller até hoje. E o Dr. Oliver Thredsen (Zachary Quinto), com sua lamparina feita de human skin (pele humana), um artefato realmente encontrado na casa do murderer (asssassino) Ed Gein, em 1957(!).

Além disso, as personagens Kit (Evan Peters) e Alma Walker (Britne Oldford) foram inspiradas em um casal real, os Hill. Barney e Betty Hill foram algumas das primeiras pessoas a alegarem alien abduction (abdução por extraterrestres), em 1961. O relato do casal foi transformado em livro e filme.

 

3rd season: Coven (Convenção de bruxas)
3rd-season
O cenário escolhido na terceira temporada é a New Orleans após o hurricane (furacão) Katrina e o tema são as witches (bruxas) e seus rituals (rituais).

Uma das personagens principais de American Horror Story: Coven é a Madame Delphine LaLaurie, uma figura real, interpretada por Kathy Bates. LaLaurie, uma socialite francesa dos anos 1800, torturou e matou muitos slaves (escravos) em New Orleans. Dizia-se que LaLaurie realmente bebia o sangue de suas victims(vítimas). Ao contrário da série, LaLaurie conseguiu fugir para Paris.

Outra personagem importante e que também existiu na vida real foi a voodoo witch (feiticeira vodu) Marie Laveau (Angela Bassett), cujo culto tinha muitos seguidores. A praticante de black magic (magia negra)também era uma conhecida healer (curandeira). Até hoje, há quem visite o túmulo de Laveau em busca da realização de seus desejos.

 

4th season: Freak Show (Show de aberrações)
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As exibições de humanos em circos, que ocorriam entre os anos 1840 e 1970 nos Estados Unidos, são o mote da quarta temporada da série. Nesse caso, muitos personagens foram inspirados em participantes reais dos freak shows.

Schlitze Surtees, o garoto com microcefalia, por exemplo, inspirou a personagem Pepper (Naomi Grossman). Schlitze podia apenas falar em palavras monossilábicas e tinha a cognição de uma criança de 3 anos.

Numa nota mais sombria, a personagem Twisty the Clown (o Palhaço), interpretado por John Carroll Lynch, parece ser baseada em John Wayne Gacy, cujo stage name (nome artístico) era Pogo. Entre 1972 e 1978, Gacy matou 33 rapazes. Em 1994, o clown criminoso sofreu death penalty (pena de morte) por injeção letal.

Há ainda outras histórias reais, como as conjoined twins (gêmeas siamesas) Violet e Daisy Hilton (na série, chamadas Dot and Bette Tattler, na pele da atriz Sara Paulson).

 

5th season: Hotel
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A temporada estrelada por Lady Gaga se passa em um hotel povoado por mais histórias horripilantes e o mote central são os vampires (vampiros).

No limite da ficção, há um personagem inspirado naquele que é tido como o primeiro serial killer(assassino em série) conhecido nos EUA: H. H. Holmes. Na série, Mr. March, ex-dono do hotel em que toda a temporada se passa, construiu um edifício apenas com o intuito de ser uma torture house (casa de tortura). Na vida real, Holmes escondia suas vítimas nas walls (paredes) do prédio que estava construindo.

Também em Hotel, o serial killer Jeffrey Dahmer é retratado. Conhecido como o Milwaukee Cannibal (o canibal de Milwaukee), Dahmer desmembered (desmembrou) e comeu a carne de pelo menos 17 garotos e homens.

 

6th season: Roanoke
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Até então (pois a temporada ainda está no ar no canal FX), a série se baseia em uma história estranha que ocorreu na colônia de Roanoke, como entrega o título da temporada. Um casal se muda para lá após um miscarriage (aborto) e vive experiências aterrorizantes, assim como na primeira temporada.

Tudo parece interligado com a lenda do vilarejo em que, por volta de 1600, foi encontrado vazio e sem sinais de luta e sangue. Diz-se que havia uma única palavra escrita no chão, no meio da aldeia: “Croatoan”. O disappearance (sumiço) dos villagers (aldeões) não tem explicação até hoje.

 

Spooky stories (histórias assustadoras) e shocking (chocantes), não?

PS – quer outras histórias assim? Conheça as lendas urbanas dos EUA e continue entrando no clima de Halloween!

Valmir MartinsValmir Martins

Social media na English Live, louco por inglês e viciadíssimo em pop culture. Apaixonado pela língua portuguesa, chateado com dias quentes demais e todo amor pelas redes sociais.

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